sábado, 4 de junho de 2016

Desabafo

Nos últimos anos, tornei-me uma pessoa bem instável emocionalmente. Um dia bem, noutro dia, devido a um pequeno evento, já sentia uma bad muito forte, daquelas que você não sabe se quer se isolar, ou se precisa de alguém pra desabafar e beber junto (maior erro né, porque só intensifica a bad). Conheci pessoas que me fizeram bem em determinadas situações, ocasiões, mas, ao mesmo tempo, desestabilizaram-me e deram-me (e ainda dão!) um trabalho enorme psicologicamente. Nos últimos meses, tenho trabalhado muito os meus sentimentos, mas quando sinto que evolui em algo, vem uma onda de realidade pra jogar na minha cara o que tenho dificuldade de enxergar. A vida me dá tapas, mas eu faço questão de selecioná-los e esquecê-los. Por quê? A primeira resposta seria porque sou uma idiota; a segunda, porque tem algo que me prende, não me deixa seguir. Você, leitor, não entendeu porra nenhuma, né? Vou explicar melhor (divago demais, eu sei). Eu cometo o mesmo erro várias (várias!) vezes. E isso tem uma explicação. E eu saber essa explicação e permanecer repetindo o mesmo erro, e sentindo, consequentemente, sempre as mesmas merdas de sentimentos me faz muito mal. Uma coisa alimenta a outra, entende? Eu já me sinto mal pelo sentimento, e me sinto mais mal ainda por permitir esse sentimento. Eu não me importo mais com quem ou com o que me deixaram na bad, eu só estou mega cansada de me sentir um lixo. Estou cansada de me permitir isso. Completamente exausta psicologicamente.

PS: Outro dia abordo o tema faculdade... Esse daí vai dar desabafo-testamento =/

domingo, 24 de abril de 2016

Às vezes a angústia, a ansiedade batem tão forte que dá vontade de desistir. Não digo desistir por ir/ fazer algo à contra gosto, mas por não conseguir manter o foco e controlar essa ansiedade tão estranha. Tenho tempo, mas não tenho ânimo. Tenho tempo, mas não consigo controlar meus pequenos impulsos nesses momentos. E após saciar os pequenos impulsos, vem o sentimento de fracasso, de impotência, de incapacidade de controlar as minhas próprias vontades. A ansiedade me ganha pelo cansaço. Físico. Psicológico. Geral.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Ironia com I maiúsculo

It's meee, little ghosts! hahahaha
Meu adeus nunca é, de fato, pra sempre. Meu método "escrever no papel" não foi muito efetivo. Hábitos se criam, mas, antes de tudo, é necessário vontade. Vontade de mudar, vontade de trabalhar, vontade de fazer diferente. Apesar de ter falhado nesse pequeno detalhe, os últimos meses têm sido bem importantes.
Bom, o que me fez voltar exatamente hoje foi a puta ironia em que a vida me colocou. RISOS. Tudo em letra maiúscula mesmo hahahahaha. Sabe aquele momento que você menos espera acontecer? Aquilo que você sempre teve certeza de que nunca (...) aconteceria, acontece? É, público ausente, isso mesmo. A vida veio, em uma boa hora eu diria, agir com extrema ironia comigo. Por que boa? Simples, coleguinhas. Quando você encontra (que finge não te ver - alguém disse imaturidade?) determinada pessoa que você não via há meses (e imaginava que nunca mais encontraria) em um momento de reconstrução e ressignificação pessoal, tudo pode ser visto sob um ângulo bem diferente. Meus pensamentos não são mais os mesmos, meu olhar não é mais o mesmo, minhas vontades talvez não sejam mais as mesmas. Ou seja, eu não sou mais a mesma. A gente muda, se modifica, cresce, se desmorona, se reconstrói, se parte, e a vida sempre continua. Enxerguei você como alguém que passou na minha vida exatamente como você passou por mim naquele dia. Nosso curto (e intenso) período de amizade veio em flashs. Trouxe boas lembranças e, logo depois, as ruins. Revivi alguém que eu era. Frustrações mal resolvidas, sonhos mesquinhos. Sorri ao lembrar de que a transformei em alguém muito melhor (com mais quedas e muito trabalho...).
Afinal, o que eu tenho a dizer? Felicidades, cara! Agradeço por ter me tornado, indiretamente, muito mais forte! Sem rancor, sem pesares. Só amor! Muito amor pra você!
(Pagaria pra ver minha cara, enquanto tentava identificar quem eu estava vendo, e ter certeza de que estava vendo quem estava vendo. Confuso, não é mesmo? Depois de tudo, minha vontade era de rir. Rir pra caralho da vida).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Bye, little ghosts!

Eu nunca escrevo sobre meus sentimentos no papel. Geralmente, uso esse blog como diário (que não é nada diário). Hoje, vejo que talvez escrever, de fato, todos os dias, possa ser uma forma de me corrigir e corrigir os meus erros. Ler e reler o que fiz, o que deixei de fazer e todas lições que aprendi talvez seja uma forma mais eficiente de equilibrar minhas atitudes, meu comportamento, mas, principalmente, meus sentimentos. Fantasminhas, quero finalizar esse blog com uma frase e um pensamento:

"We accept the love we think we deserve"
e
Quando você se sentir incomodado com algo é porque existe algo dentro de você que está permitindo esse incômodo. A solução é liberar esta trava dentro de você. Geralmente funciona com um belo foda-se. 
E isso aí. Sem mais delongas, 
                                            Nos encontramos pela vida
Obs: a foto é um brinde à vida tomando água em uma taça de cerveja hahaha Tenho que finalizar este blog com estilo né!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quem sabe...

Meu corpo dói. Esforço-me para enxergar o horizonte. Meus sonhos desintegram-se com um simples toque do pesar. São friáveis ao tempo, ao vazio, ao abandono. É difícil andar. Carrego uma bagagem pesada, árdua de suportar, árdua de digerir. Mais uma vez, perco-me no caminho de volta. Minhas memórias tornam-se obstáculos, intercorrências, atrasos... Quando acertarei os ponteiros do relógio da vida? Como farei do cair parte comum e inerente ao viver? Cansei de esperar por aqui. Vou ali criar meu tempo, meu espaço, minha vida... Quem sabe eu volte, quem sabe a gente se encontre por aí.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Só agradeço

É engraçado quando conseguimos compreender e aceitar nossas falhas. Há dois dias, comportei-me de forma estúpida, infantil, e deparei-me resgatando memórias, claramente seletivas, de decepções e términos. Depois de algumas experiências, eu imaginei que seria fácil lidar com isso, lidar com possíveis perdas, mas estava enganada. Criei situações, apontei vítimas e culpados em um jogo que nem deveria existir. Felizmente, houve uma diferença significativa entre os outros equívocos e este: o tempo. Bastou-me um dia pra perceber como meu comportamento estava todo errado e distante das lições já adquiridas. Bastou-me um dia sozinha, observando e relembrando toda situação de fora pra perceber que a minha fragilidade está no término de tudo. Das coisas, das pessoas. Perder é algo que me desestabiliza, me desequilibra. E ao ser incapaz de enxergar isso, acusei e apontei dedos. Julguei como possível erro a minha atual forma de agir. Estava completamente cega. Como pude achar que a posição que mais defendo atualmente pode ter sido o meu erro? Viver com intensidade e da maneira como desejo tem me ensinado muito e está longe de ser o motivo desencadeador do meu desequilíbrio. Fico feliz de poder enxergar o cenário de forma mais clara. Fico feliz de ter pessoas capazes de me compreender, sem julgamentos ou defesas. Pessoas que entendem como podemos ser confusos, mas reparáveis.

sábado, 14 de novembro de 2015

Oi!

Oi!
Sabe, essa nossa vida, esse nosso universo, esse nosso tempo-espaço são realmente engraçados né. Vamos começar por esse blog. Quantas vezes eu vim publicar algo, desabafando sobre as várias reviravoltas? Sobre os vários momentos em que me senti perdida? Hoje eu entendo que só nos encontramos, só podemos nos entender, quando tomamos consciência dessa desorientação, quando a  aceitamos de fato. Eu percebo que nunca quis demonstrar minha fraqueza, minha indecisão, meu fácil apego pelas pessoas. E os motivos são óbvios. Mas agora percebo que ser assim está inerente ao meu. Está inerente a Thatiane que eu acredito ser, àquela que eu quero continuar sendo. Com a aceitação, consertar, trabalhar e aprender sobre nós tornam-se etapas muito mais fáceis. 
Se eu fosse contar o quanto aprendi nesse ano, eu ficaria horas escrevendo aqui, e apontando todas as peças essenciais para que tudo isso acontecesse. Eu agradeceria cada "oi", cada "sim", cada "não"... Eu agradeceria por todos os "não", principalmente, que apenas confirmaram o fato de que receber recusas, negações não mata ninguém, apenas fortalece. O que importa, no fim das contas, é ter a certeza de que não há arrependimentos por não ter tentado, por ter tido medo, receio ou vergonha. 
Hoje, vejo como nossa natureza humana é maluca. E caso você aí tenha certeza da sua sanidade, tenha certeza sobre todos os seus sentimentos e pensamentos que perambulam no seu consciente, acho melhor quebrar a redoma em que está vivendo. Ou não né. Quebrar a cara é sempre um evento interessante. Muitas lições a serem apreendidas. Como já dizia Raul, ser metamorfose é muito melhor do que viver de velhas opiniões. 
Depois dessa texto, por exemplo, só consigo ter certeza da minha atual confusão de ideias associada a um rápido fluxo de pensamento. Confuso.