segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Conclusões de dias enferma

A pior etapa rumo à adultez é a consciência de completa solidão. Nos últimos dias, após ser abatida por uma enfermidade a alguns quilômetros de minha cidade natal, na cidade que chamo de novo lar, passei por momentos um tanto quanto ruins e dignos de reflexão. Prezo muito a minha independência, mas naquele estado eu precisava e pedia por ajuda. A verdade nua e cruel é que, apesar disso, a falsa empatia das pessoas que me cercam estava condensada na típica frase "qualquer coisa, estou aqui". É tão fácil mostrar-se solícito e tão difícil fazer-se presente. Eu não precisava de frases de apoio, eu necessitava de companhia física, de ajuda real. A partir disso, depois de dias rebatendo tudo isso em minha mente, cheguei a duas conclusões: A empatia do ser humano, na maioria das vezes, é voltada para os desconhecidos, para os mais distantes, e esquecida perante o ciclo de convívio mais próximo. Realmente não sei explicar esse fenômeno, que me perdoem os cientistas com os funckings embasamentos científicos, mas sei que já existe um ditado popular pra isso ("casa de ferreiro, espeto de pau"). Dizem que isso, na verdade, é simpatia, eu prefiro chamar de "empatia falsiane". Meu outro ponto envolve amadurecimento e vida adulta. Cheguei à conclusão de que adultez é solidão. É aprender que na vida, não importa quantos amigos riam e choram com você e por você, o vazio sempre estará ali. É lutar pelo sentimento de completude mesmo com a ausência. Amadurecimento não é saber viver por si só e ter orgulho disso, é entender as próprias fraquezas e trabalhá-las. Admito que fui envolvida pelo sentimento de tristeza, mas principalmente de desapontamento. Desapontada com a vida adulta e com as tantas pessoas que a aceitam e a replicam sem qualquer questionamento. Talvez eu não saiba mesmo viver... aqui... assim... enfim...

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

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Não sei, ao certo, definir o que sinto. Tenho vontade de apenas desaparecer por alguns instantes, horas, dias... desaparecer. Ao mesmo tempo que quero a sua saudade, torço para não tê-la. Não ter sua resposta poupar-me-ia tempo, energia, saúde mental. Entraríamos novamente no eterno ciclo vicioso das conversas descompromissadas, sob a sombra dos sentimentos, e das minhas ideias fixas, felizmente, críticas.  Sua saudade mata a minha saudade. E me mata. A sua indiferença me mata.

sábado, 4 de junho de 2016

Desabafo

Nos últimos anos, tornei-me uma pessoa bem instável emocionalmente. Um dia bem, noutro dia, devido a um pequeno evento, já sentia uma bad muito forte, daquelas que você não sabe se quer se isolar, ou se precisa de alguém pra desabafar e beber junto (maior erro né, porque só intensifica a bad). Conheci pessoas que me fizeram bem em determinadas situações, ocasiões, mas, ao mesmo tempo, desestabilizaram-me e deram-me (e ainda dão!) um trabalho enorme psicologicamente. Nos últimos meses, tenho trabalhado muito os meus sentimentos, mas quando sinto que evolui em algo, vem uma onda de realidade pra jogar na minha cara o que tenho dificuldade de enxergar. A vida me dá tapas, mas eu faço questão de selecioná-los e esquecê-los. Por quê? A primeira resposta seria porque sou uma idiota; a segunda, porque tem algo que me prende, não me deixa seguir. Você, leitor, não entendeu porra nenhuma, né? Vou explicar melhor (divago demais, eu sei). Eu cometo o mesmo erro várias (várias!) vezes. E isso tem uma explicação. E eu saber essa explicação e permanecer repetindo o mesmo erro, e sentindo, consequentemente, sempre as mesmas merdas de sentimentos me faz muito mal. Uma coisa alimenta a outra, entende? Eu já me sinto mal pelo sentimento, e me sinto mais mal ainda por permitir esse sentimento. Eu não me importo mais com quem ou com o que me deixaram na bad, eu só estou mega cansada de me sentir um lixo. Estou cansada de me permitir isso. Completamente exausta psicologicamente.

PS: Outro dia abordo o tema faculdade... Esse daí vai dar desabafo-testamento =/

domingo, 24 de abril de 2016

Às vezes a angústia, a ansiedade batem tão forte que dá vontade de desistir. Não digo desistir por ir/ fazer algo à contra gosto, mas por não conseguir manter o foco e controlar essa ansiedade tão estranha. Tenho tempo, mas não tenho ânimo. Tenho tempo, mas não consigo controlar meus pequenos impulsos nesses momentos. E após saciar os pequenos impulsos, vem o sentimento de fracasso, de impotência, de incapacidade de controlar as minhas próprias vontades. A ansiedade me ganha pelo cansaço. Físico. Psicológico. Geral.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Ironia com I maiúsculo

It's meee, little ghosts! hahahaha
Meu adeus nunca é, de fato, pra sempre. Meu método "escrever no papel" não foi muito efetivo. Hábitos se criam, mas, antes de tudo, é necessário vontade. Vontade de mudar, vontade de trabalhar, vontade de fazer diferente. Apesar de ter falhado nesse pequeno detalhe, os últimos meses têm sido bem importantes.
Bom, o que me fez voltar exatamente hoje foi a puta ironia em que a vida me colocou. RISOS. Tudo em letra maiúscula mesmo hahahahaha. Sabe aquele momento que você menos espera acontecer? Aquilo que você sempre teve certeza de que nunca (...) aconteceria, acontece? É, público ausente, isso mesmo. A vida veio, em uma boa hora eu diria, agir com extrema ironia comigo. Por que boa? Simples, coleguinhas. Quando você encontra (que finge não te ver - alguém disse imaturidade?) determinada pessoa que você não via há meses (e imaginava que nunca mais encontraria) em um momento de reconstrução e ressignificação pessoal, tudo pode ser visto sob um ângulo bem diferente. Meus pensamentos não são mais os mesmos, meu olhar não é mais o mesmo, minhas vontades talvez não sejam mais as mesmas. Ou seja, eu não sou mais a mesma. A gente muda, se modifica, cresce, se desmorona, se reconstrói, se parte, e a vida sempre continua. Enxerguei você como alguém que passou na minha vida exatamente como você passou por mim naquele dia. Nosso curto (e intenso) período de amizade veio em flashs. Trouxe boas lembranças e, logo depois, as ruins. Revivi alguém que eu era. Frustrações mal resolvidas, sonhos mesquinhos. Sorri ao lembrar de que a transformei em alguém muito melhor (com mais quedas e muito trabalho...).
Afinal, o que eu tenho a dizer? Felicidades, cara! Agradeço por ter me tornado, indiretamente, muito mais forte! Sem rancor, sem pesares. Só amor! Muito amor pra você!
(Pagaria pra ver minha cara, enquanto tentava identificar quem eu estava vendo, e ter certeza de que estava vendo quem estava vendo. Confuso, não é mesmo? Depois de tudo, minha vontade era de rir. Rir pra caralho da vida).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Bye, little ghosts!

Eu nunca escrevo sobre meus sentimentos no papel. Geralmente, uso esse blog como diário (que não é nada diário). Hoje, vejo que talvez escrever, de fato, todos os dias, possa ser uma forma de me corrigir e corrigir os meus erros. Ler e reler o que fiz, o que deixei de fazer e todas lições que aprendi talvez seja uma forma mais eficiente de equilibrar minhas atitudes, meu comportamento, mas, principalmente, meus sentimentos. Fantasminhas, quero finalizar esse blog com uma frase e um pensamento:

"We accept the love we think we deserve"
e
Quando você se sentir incomodado com algo é porque existe algo dentro de você que está permitindo esse incômodo. A solução é liberar esta trava dentro de você. Geralmente funciona com um belo foda-se. 
E isso aí. Sem mais delongas, 
                                            Nos encontramos pela vida
Obs: a foto é um brinde à vida tomando água em uma taça de cerveja hahaha Tenho que finalizar este blog com estilo né!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quem sabe...

Meu corpo dói. Esforço-me para enxergar o horizonte. Meus sonhos desintegram-se com um simples toque do pesar. São friáveis ao tempo, ao vazio, ao abandono. É difícil andar. Carrego uma bagagem pesada, árdua de suportar, árdua de digerir. Mais uma vez, perco-me no caminho de volta. Minhas memórias tornam-se obstáculos, intercorrências, atrasos... Quando acertarei os ponteiros do relógio da vida? Como farei do cair parte comum e inerente ao viver? Cansei de esperar por aqui. Vou ali criar meu tempo, meu espaço, minha vida... Quem sabe eu volte, quem sabe a gente se encontre por aí.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Só agradeço

É engraçado quando conseguimos compreender e aceitar nossas falhas. Há dois dias, comportei-me de forma estúpida, infantil, e deparei-me resgatando memórias, claramente seletivas, de decepções e términos. Depois de algumas experiências, eu imaginei que seria fácil lidar com isso, lidar com possíveis perdas, mas estava enganada. Criei situações, apontei vítimas e culpados em um jogo que nem deveria existir. Felizmente, houve uma diferença significativa entre os outros equívocos e este: o tempo. Bastou-me um dia pra perceber como meu comportamento estava todo errado e distante das lições já adquiridas. Bastou-me um dia sozinha, observando e relembrando toda situação de fora pra perceber que a minha fragilidade está no término de tudo. Das coisas, das pessoas. Perder é algo que me desestabiliza, me desequilibra. E ao ser incapaz de enxergar isso, acusei e apontei dedos. Julguei como possível erro a minha atual forma de agir. Estava completamente cega. Como pude achar que a posição que mais defendo atualmente pode ter sido o meu erro? Viver com intensidade e da maneira como desejo tem me ensinado muito e está longe de ser o motivo desencadeador do meu desequilíbrio. Fico feliz de poder enxergar o cenário de forma mais clara. Fico feliz de ter pessoas capazes de me compreender, sem julgamentos ou defesas. Pessoas que entendem como podemos ser confusos, mas reparáveis.

sábado, 14 de novembro de 2015

Oi!

Oi!
Sabe, essa nossa vida, esse nosso universo, esse nosso tempo-espaço são realmente engraçados né. Vamos começar por esse blog. Quantas vezes eu vim publicar algo, desabafando sobre as várias reviravoltas? Sobre os vários momentos em que me senti perdida? Hoje eu entendo que só nos encontramos, só podemos nos entender, quando tomamos consciência dessa desorientação, quando a  aceitamos de fato. Eu percebo que nunca quis demonstrar minha fraqueza, minha indecisão, meu fácil apego pelas pessoas. E os motivos são óbvios. Mas agora percebo que ser assim está inerente ao meu. Está inerente a Thatiane que eu acredito ser, àquela que eu quero continuar sendo. Com a aceitação, consertar, trabalhar e aprender sobre nós tornam-se etapas muito mais fáceis. 
Se eu fosse contar o quanto aprendi nesse ano, eu ficaria horas escrevendo aqui, e apontando todas as peças essenciais para que tudo isso acontecesse. Eu agradeceria cada "oi", cada "sim", cada "não"... Eu agradeceria por todos os "não", principalmente, que apenas confirmaram o fato de que receber recusas, negações não mata ninguém, apenas fortalece. O que importa, no fim das contas, é ter a certeza de que não há arrependimentos por não ter tentado, por ter tido medo, receio ou vergonha. 
Hoje, vejo como nossa natureza humana é maluca. E caso você aí tenha certeza da sua sanidade, tenha certeza sobre todos os seus sentimentos e pensamentos que perambulam no seu consciente, acho melhor quebrar a redoma em que está vivendo. Ou não né. Quebrar a cara é sempre um evento interessante. Muitas lições a serem apreendidas. Como já dizia Raul, ser metamorfose é muito melhor do que viver de velhas opiniões. 
Depois dessa texto, por exemplo, só consigo ter certeza da minha atual confusão de ideias associada a um rápido fluxo de pensamento. Confuso.

sábado, 24 de outubro de 2015

Curtindo o espetáculo... Ou não!

Você já se sentiu, pelo menos uma vez, como espectador da sua própria vida? Pois bem! É sobre isso que falarei hoje.
(Me senti no programa "Encontro com Fátima" agora, risos)
Às vezes, eu sinto que não estou vivendo a minha vida, estou só acompanhando, de boas, os fatos acontecerem. Toda vez que eu ajo nela, mudo alguma coisinha do roteiro, uma merda acontece. Parece até piada né? Hahahaha mas não é. Isso não quer dizer que sou totalmente apática nela. Não, bem longe disso. Eu descobri, em pouco tempo, que ser capricorniana está realmente em mim. Não, não estou falando da parte de ser rica e possessiva (bem longe desse último), mas sobre ser persistente. Risos. Percebi que curto bastante quebrar uma carinha, de preferência a minha mesmo. Assim, decidi manter minha cara fora da zona de ação, e comecei apenas a observar. Pontos bons: Você vê que galera também faz merda (inerente à vida hahaha). Pontos negativos: mais? Its not necessary!
Manter seu corpinho fora de tudo isso é cômodo. Você evita decepções, evita sofrimentos ou outros sentimentos bostas da vida. Você espera vir. Uma hora vem, uma hora acontece. Você espera chegar a sua hora, o momento certo de entrar em cena. Enquanto isso, a gente só observa. Isso soa stalker, mas não é hahaha
Pessoas, é óbvio que "assistir" não significa ignorar as oportunidades da vida. Significa: "vamos aproveitar aquelas que surgirem!" parece pensamento de preguiçoso e é hahahaha again, little ghosts, fiquem de boas! Parem de insistir nas cagadinhas. Deixem a vida rolar (isso é um autoconselho). Beijos!
(Tá chegando o dia de voceeees! Haloweennnnn!)

sábado, 10 de outubro de 2015

Reflexões de ônibus

Durante mais uma viagem para casa, fiquei pensando em todas as minhas escolhas já feitas nesses dois últimos anos. Fiquei pensando se eu mudaria algo, se eu reconstruiria os acontecimentos de forma diferente. Bem, cheguei a um não. Uma das maiores escolhas que já fiz foi decidir sair do interior e ir pra capital. Isso soa muito novela das 18h, eu sei, mas foi exatamente esse o meu caminho. Eu poderia ter escolhido uma cidade menor, eu poderia ter escolhido um lugar que, aparentemente, mais se parecia comigo. Tudo seria muito mais cômodo pra mim, para uma garota que, apesar de ter conhecido parte do mundo longe de casa, ainda tinha medo do desconhecido, medo de se jogar na vida, medo de uma cidade grande como São Paulo. Os mais livres, mais independentes e seguros de si podem dizer: "nossa, pra quê tanto medo? Bla bla bla". Meus caros, eu sempre fui insegura e sempre deixei claro  isso para mim e para o mundo. O bom é que a vida muda e a gente muda com ela. Admito que nesse tempo minha vida não foi apenas flores. O tal período de adaptação até que foi rápido, mas ainda não me sentia em casa. São Paulo não se mostraria pra mim, eu é que deveria ir conhecê-la. E foi o que fiz. Os planos mudaram, os sonhos mudaram, e as pessoas inclusas nesses planos não quiseram fazer parte deles. Cada um tem seu caminho, não é mesmo? Apesar de todas as intercorrências, dos maus momentos e de alguns que amo terem decidido fazer a curva, não me arrependo de nada. Não penso em outras possibilidades, em outros caminhos, já que neste eu tenho crescido bastante, tenho aprendido bastante, tenho alcançado finalmente parte da minha autoconfiança. As mudanças são graduais, é trabalho de formiguinha, mas já me mostra resultados. Viajando para o interior, eu só reafirmo ainda mais parte do meu futuro: meu lugar não é aqui, nem lá. Meu lugar é no mundo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Nos últimos dias...

Nos últimos dias, tenho percebido quão saudável é não ter tempo para se preocupar. Isso mesmo. Não ter tempo. Usar todos os minutos do seu dia, seja com estudo, atividades extras, ajudinhas generosas, lazer, torna impossível, ou quase impossível pensar em problemas, ou questões mal resolvidas da vida.
Nos últimos dias, tenho tido mais certeza do quanto odeio inconstâncias, laços solúveis ou indeterminados, incógnitas que me impedem de caminhar. Viver uma dúvida é estagnar os meus pés. É dar liberdade às minhas mãos, mas enraizando meus movimentos dos pés. É estranho como as pessoas conseguem dificultar tantas simplicidades, tanto bem-querer. Te amo, me ama. Massa. Foda. Vamos ficar juntos. Não. Não é isso o que elas enxergam. De um caminho óbvio, elas são capazes de "criar" um novo rumo. Cara, "ficar juntos" não significa "morreremos de mão dadas". Isso significa: Vamos curtir esse tempo bom enquanto o temos. É SIMPLES!
Nos últimos dias, as pessoas, em sua maioria, tem me dado preguiça. Nada pessoal, particular, individual... É uma preguiça generalizada. E quando você manda aquele assunto que, pra você, é tipo fodíssimo, massa pra caralho, e você espera que daí saia uma super discussão, piadinhas estúpidas etc etc. E o que acontece? "haha legal!", "que massa!" -'- e quando vem apenas: ";)". Nessas horas, eu torço pra não encontrar o ser por aí. Eu poderia mandar um positivo épico, ou um dedo do meio com classe, mas eu fico no sorriso forçado mesmo -.-.
Nos últimos dias, eu tenho percebido como eu odeio falar ao telefone. Cara, que coisa mais chata. Função de telefone: tirar dúvida, chamar pra sair, ou matar saudade de alguém distante. APENAS. Tão mais gostoso conversar cara a cara, olho no olho, fazer a brincadeirinha estúpida de quem ri primeiro (perco sempre). Eu só não tenho paciência de conversas ao telefone com mais de três minutos, desculpa ;/ (ao menos que o assunto da conversa seja muito atraente hahahahha).
Porra, eu sei que esses assuntos são puta chatos, mas meus momentos revolts, com contextos mais pseudo cult, são compartilhados no mundo concreto. Meus últimos dias têm servido para muita coisa =)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Papel reciclado

Bom dia, universo! Hoje, as always, eu reciclei meu papel da trouxice com sucesso. Estou tentando entender até agora qual o meu problema nesse mundo. Por que tanta gente falsa e fdp nessa desgraça de planeta? Por quê? A desgraça é tamanha que estou às 6h da manhã, sem sono, querendo sair correndo, sem rumo, por aí. Não só correndo... Quero gritar. O ser humano é um bicho fdp. Um animal desgraçado, egoísta etc etc. Ficaria horas, aqui, descrevendo a minha espécie. Olha... Já fui fdp, mas não no nível master como estão sendo com a minha jovem pessoa. "Estão". Isso mesmo. Plural lindo e maravilhoso. O que eu fiz? Eu só existi/ existo. Fim. Amei? Amei. Amaram-me? Mais ou menos né. Daquele jeito torto e incompleto. Daquele jeito indefinido que eu estou odiando profundamente. Ainda me pergunto que putaria eu fiz pra merecer essa porra. Devo ter sido uma péssima alma na outra vida, só pode. Valeu universo! Continua cagando na minha cabeça, que está dando super certo!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Que som é este?

O relógio marcava meia noite. Início de um novo dia, ou apenas começo de uma longa noite? O silêncio da cidade denunciava a paz que parecia inundar as ruas. Seus pensamentos, em contrapartida, soavam como uma música confusa, sem tom, sem ritmo, sem harmonia. "Harmonia?", ele se perguntava. Nunca houve harmonia. Fora enganado tantas vezes pelas mil sinapses que o levavam às suas memórias. Viajar ao passado era símbolo de uma nova ressignificação. Num dia, vinham carregadas de felicidade; no outro, ódio, raiva. Revivê-las mentalmente nunca as modificaria, mas ele buscava a forma correta de vê-las, buscava paz para poder alcançá-las sem tanta inconsistência, fragilidade. A memória humana é traiçoeira, contudo. Ele não sabia. Um tanto inexperiente da psicobiologia. Não importa quão inflexível sejamos, uma viagem ao límbico traz episódios para serem revividos, e isso significa recodificá-los. Novos sentidos são absorvidos. Novas sinapses são planejadas. Uma nova memória. Boa? Ruim? Quem sabe. Seu defeito é pensar demais. Pensa tanto que, sem perceber, já está la revirando as mesmas memórias. Again, and again... Mais uma longa noite, mais uma música desconexa para agitar a madrugada calada.  

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mais um dia

Mais um dia. Mais uma noite pensando em você. Uma noite imaginando você aqui comigo. Estar ao meu lado. Quantos minutos a mais ocupará da minha vida? Do meu dia? Dos meus pensamentos? Cá penso se minha presença era realmente suficiente, ou tornou-se vazia com o tempo. Cá me questiono se não estou em seus pensamentos, em um possível dejá vù de tantos outros. Pergunto-me se os dias, as conversas, as semelhanças foram importantes apenas para mim. Em que ponto perdi a minha razão e o controle sobre meus sentimentos? Eu nunca quis me apaixonar. Eu nunca quis me entregar a isso. Hoje, mesmo longe, mesmo ausente, mesmo estúpido e escroto como eu nunca imaginei que seria (acho que nem mesmo você), você continua aqui, fazendo parte das minhas sinapses, das minhas conexões neurais, parte de memórias boas, ruins, memórias... Minha taquicardia ressurge quando lembro do primeiro dia, da primeira noite, do primeiro beijo. Beijo que te daria se te visse agora. Não adianta me ignorar, me evitar, tentar me fazer te odiar. Sim, te acho um idiota. Mas sabe... a porra dos sentimentos não mudam, principalmente quando o tempo passa e me faz relembrar o motivo por ter visto você, de algum jeito, na minha vida. Não importava como, quando, nem onde, mas você apenas estava/ estaria. Ouvir a sua voz é o suficiente pra me fazer sorrir. Te ver sorrir me faz sorrir. Escreveria uma carta pra dizer tudo isso, mas não tenho seu endereço... e suas ações tornaram-se previsíveis... Dois dias de vácuo seguidos de uma resposta curta, sintética, fria. Contentaria-me, pois, com um abraço...
Mentira. Foda-se meu romantismo e meu blá, blá, blá... Queria você na minha cama agora. Minha saudade falaria por mim e por todas as minhas ações :P

Obs: saudade mesmo :/

sábado, 25 de julho de 2015

The last one (who knows?)

E aqui está a foto mais épica (exagero!) de todas. Toda a minha fofura misturada com a minha essência hahahahah ai. Noite de sexta, com um amigo ao lado, pronto pra ouvir todos os meus mi mi mis e tirar a foto das fotos. Obrigada por varzear e me ouvir nos piores momentos hahaha (e rir nos melhores né).
Sim, eu sou gorda e como coisas gordas e gostosas. Eu, sendo pseudo revolts hahahaha a melhor expressão seria: fuck it all!
Besos, fantasminhas! 

Saying "bye bye" soon

Olá, fantasminhas! Bem, vou deixar esse blog por um tempo (como se isso fosse importante hahaha). Pra fechá-lo (temporariamente) de forma estilosa, postarei duas fotos. Uma de cada vez. A primeira é quase um meme, feita às 2h da manhã de uma quinta-feira.
Entenda como meu orgulho dizendo para mim mesma: "pode parar, porque tá feio, colega!"
Particularmente, amei a foto hahahahahahahah
A próxima será postada em breve. Besos

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Gentileza gera gentileza (clichê necessário)

Brinks. Aquele post está muito "blá" para uma quinta à noite.
Vamos lá... Vi um filme francês. Podem dizer: "ai, mas filme francês só tem putaria..." muito bla, bla, bla. Primeiro, obviamente não existem apenas filmes eróticos. Segundo, "putaria" é bem diferente de "erotismo". Cenas eróticas podem carregar um contexto profundamente psicológico. Enfim. Tô me estendendo em um assunto desnecessário.
Hoje, senti quão bem nos faz tratar as pessoas de forma gentil. Ser gentil é sorrir para o outro, dizer bom dia, obrigado, bom trabalho, e todas aquelas expressões básicas das tais " regras de educação ". Vejo tanto mau humor, tanta tristeza, tanto estresse. Não preciso fingir que sou a pessoa mais feliz do mundo, mas esse mesmo mundo não é obrigado a saber dos meus problemas. São tão pequenos comparados a outros tantos. Pode parecer estúpido, mas conversar com um estranho na fila do subway, sorrir e ver o outro sorrindo e ser questionada pela mulher do caixa sobre como foi meu dia com um sorriso estampado no rosto fizeram meu dia. Voltei a pergunta a ela. Sua resposta foi seguida do óbvio " cansativo ", mas a sua simpatia me fez muito bem. Um " Bom trabalho" e dois sorrisos terminaram nossa rápida conversa de balcão. Viu, pessoas, gentileza sempre gera gentileza, como já dizia um sábio morador de rua.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Paciência


Passarei as minhas humildes palavras para o mestre Lenine:

Paciência 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não... a vida não para)



sábado, 18 de julho de 2015

Ideias que vêm =)

Era uma noite de verão. As estrelas esbanjavam brilho, iluminavam a estrada, em um céu limpo, livre de marcas da urbanização. Meus pés descalços sentiam a terra que trilhava o caminho. Sentiam a natureza que arquiteta o mundo. O vento do litoral compunha o canto das ondas que quebravam na praia, na areia do mar. À oeste, via imensidão. Uma serra imponente coberta com um manto verde e enfeitada pela brisa norturna. À leste, o quase infinito: o horizonte. A linha tênue que engole o sol ao fim do dia e recebe a lua como sua primogênita. Era um cenário de paz, de tranquilidade, perfeita inspiração impressionista. Sua voz grave era audível, ao longe, entre as curvas da minha memória, entre as lembranças e dejá vùs. Meu despertar anunciou um sonho. O dia foi feliz =)